quarta-feira, 11 de julho de 2012

As vezes dois minutos lá fora podem ser décadas em nosso consciente. Entrei em um ônibus e perambulei pela cidade. Não é preciso muito para se ver vida nas mãos que tremem traídas pela própria mente, nos lábios que mexem a dizer coisas sem sentido, em alguns pés que caminham sem saber, a pisar sobre as formigas que nem insistem em desviar. E há um individualismo nas pessoas que escolhem um acento duplo, com o lugar vazio ao lado. Também há muito nos olhos que falam, falam, gritam. Quantos podem entendê-los? A expressão da face contradiz a verdade ao espectador. Sedutora ilusão ditada por sorrisos. Muitos são dor, ou foram. Talvez todos.
Adelle Silva

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