Velei você e ainda havia respiração, mas não é preciso um último suspiro para se declarar morte, morre-se por outras últimas ações. Conheço como ninguém a lápide torta que lhe pus e seu nome grafado com iniciais quase apagadas, ela nunca fora lavada como a dos outros rapazes tubérculos que ali jaz, não houvera quem por você chorasse além de mim em lágrimas falsas de desamparo. Eu te matei John, eu te matei!
Uma garrafa de cicuta e ainda sim eu não teria levado embora sua alma torpe. Meu crime tivera uma elaboração de nível maior, sem rastros e de uma dor que ainda nem sonhas sentir. E ele ainda está acontecendo sem se saber o momento da conclusão.
Eu te matei John! E você nunca saberá como.
Adelle Silva
Coitado do John... Matar as pessoas vivas e enterra-las, é a melhor coisa que existe. Nossas feridas não são mais remexidas e, assim, secam e curam, viram pele e desaparecem. Há tantos Johns que merecem morrer em vida, em morte ou morrendo.
ResponderExcluirEu sou Wíllivan Carsan, o escritor de brinquedo, o louco e dono do http://escritordebrinquedo.blogspot.com.br ,
onde o escritor é um brinquedo e onde espero sua visita...Até lá!
Olá caro Wíllivan, obrigada pelo apoio ao meu crime. Bom, acredito já conhecer o "Escritor de Brinquedo", ótimo como você brinca com as palavras. Estou acompanhando seu trabalho, até mais.
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