“Todo rio quer ser mar; eu também quero ser!”. Essa foi sua
última frase antes de despontar mundo afora.
Partiu às seis horas, quando a Lua conseguiu vencer o dia.
Lançou-se ao mar como um seguidor das águas, ouviu histórias, memorizou algumas
faces e nunca se encontrou nos outros, uma ida ímpar e talvez não pudesse mais
ser um só, retornaria em pares.
Descobriu-se então oceano: uma onda, um naufragador, uma
maré. Perpetuamente indo, mas com volta sempre marcada para as seis.
Leda Bauer
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