segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Navegante no mar das seis


        “Todo rio quer ser mar; eu também quero ser!”. Essa foi sua última frase antes de  despontar mundo afora.
Partiu às seis horas, quando a Lua conseguiu vencer o dia. Lançou-se ao mar como um seguidor das águas, ouviu histórias, memorizou algumas faces e nunca se encontrou nos outros, uma ida ímpar e talvez não pudesse mais ser um só, retornaria em pares.
Descobriu-se então oceano: uma onda, um naufragador, uma maré. Perpetuamente indo, mas com volta sempre marcada para as seis.
Leda Bauer

                                                                                                                                 

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